Compartilhar no WhatsApp

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

MORGAN - FILME DE TERROR DE ÓTIMA QUALIDADE



Quem assiste filme dos diretores da família Scott percebe neles um certo pessimismo para com a humanidade. Filmes como Blade Runner, Gladiador, Deja Vu e outros nos leva a pensar que talvez o ser humano tenha sido uma obra mau pensada por algum criador desleixado. Luke Scott é filho de Rydley Scott e sobrinho de Tony Scott.



O filme Morgan nos leva a estes mesmos tipos de reflexão, sobre o que a humanidade faz de si mesmo. Encaixa-se perfeitamente na classificação de "Filme de Terror" e o que tem de mais trágico nele é que, as experiências ali mostrada já são uma realidade no mundo moderno. Ao contrário dos filmes de terror normal, não existe sangue jorrando a cada 3 segundo, e tem uma história bem interessante de assistir.

Na linha de Frankenstein, Morgan (Anya Taylor-Joy) é uma menina de cinco anos de idade que foi criada com DNA artificial. Por artificial entenda-se: não humano, embora se pareça. E como mencionei, pessoas experientes como o historiador americano G. Edward Griffin afirma que no mundo já existem pelo menos quinhentos bebês feitos com DNA fabricado em laboratório. O vídeo no qual vi tal afirmação foi publicado há pelo menos dez anos.

O fato de que estas grandes universidades de ensino médico são tão grandes é porque elas têm muita grana que é dada a elas. .. Se você seguir o dinheiro, você descobrirá que a maior parte dele vem da indústria farmacêutica.  - G Edward Griffin



O filme é então uma tentativa de determinar se aquele ser poderia ser classificado como humano. O mesmo enredo pode ser encontrado no excelente Ex Machina, com Alicia Vikander, a futura Lara Croft. A diferença aqui é que Morgan não é uma máquina e seus pensamentos ou sentimentos não são uma linha de código programada em linguagem C. Ela tem auto consciência e seus instintos são um tanto animalescos. Em uma cena comovente, ela acaricia um cervo que foi ferido e quando ele está calmo a garota o mata com as próprias mãos.

Um excelente ponto para o filme é mostrado quando alguém classifica a menina como "o próximo passo da evolução". Querendo ou não fica a certeza de que evolução das espécies é sempre uma tentativa frustrada dos cientistas em tornar-se Deus. E o resultado é ruim desde que uma adolescente criou o primeiro livro de ficção científica: Frankenstein de Mary Shalley.



É mostrado então a avaliação psicológica à qual ela é submetida e a personagem Lee Weathers (Kate Mara) recebe a incumbência de eliminá-la, caso chegue à conclusão de que a menina é perigosa. O mais interessante nesta avaliação é que o sinal mais predominante da raça humana, sentida por ela é o ódio por aqueles que fingem amá-la, quando na verdade a tratam apenas como uma experiência científica. E como resultado a garota sai matando todo mundo com requintes de crueldade, como na bocada que dá na jugular do psiquiatra vivido pelo sempre ótimo Paul Giamatti.



Entretanto, o que existe de mais filosoficamente impressionante no filme é seu final, no qual é mostrado que Morgan é apenas uma entre tantas outras experiências que foram feitas e que, portanto, a humanidade pode ser eliminada por suas próprias criaturas. Como um Deus incompetente que causa sua própria morte ao criar filósofos alucinados, com o poder de convencer à maioria das pessoas de que Deus está morto.