COLONY - INTERVENÇÃO MILITAR EM CORES FORTES


"Todos têm uma parte de si mesmos que escondem. Mesmo das pessoas que mais amam." Tia May Parker (Sally Field) - O Espetacular Homem Aranha 2

"Todos nós temos segredos. Aqueles que nós guardamos. Aqueles que são guardados de nós!" - Peter Parker (Andrew Garfield) no trailer de O Espetacular Homem Aranha


O triste de ter Netflix é que tem muita coisa para ver, entretanto pouca coisa que preste. Ai você passa quase um dia inteiro para encontrar algo que preste para assistir. Ai dou de cara como Colony, uma série nem tão futurista assim. Todos os elementos do mundo moderno estão ali, apenas de um modo exagerado. Quem sabe um alerta do que está por vir, caso o rumo das coisas não seja mudado. Ao assistir a primeira temporada, só me veio à mente a situação do valente povo venezuelano, por isto as fotos aqui mostradas são daquele país e não da série.


Colony, mostra um país ocupado: os Estados Unidos da América. O fato de ser um país nem mesmo é mencionado. O que existe são distritos fortemente cercados, e pessoas vivendo como escravos ricos. Entenda que o que define um escravo não é se ele trabalha pesado ou não. O que define um escravo é que ele não tem vontade própria.

E no meio desta escravidão que deixa a todos vivendo a flor da pele, temos a familia de Will e Kate Bowman, cada um vivendo seus conflitos e seus segredos. E aquele clima insuportável faz as pessoas viverem vidas duplas sem que, nem aqueles a quem eles mais amam, saibam quem elas são de verdade.

Will é então preso pelo governo de seu setor e obrigado a trabalhar contra a resistência. Naquele país ocupado não existe internet ou passeata contra isto ou aquilo. Têm pessoas se encontrando no parque e trocando envelopes. E pessoas se defendendo como podem, sem se importar se existe ou não desarmamento da população.


E quando o jeito é se virar, cada um trata de si e irmão desconhece irmão. No caso da família de Will, ele descobre da maneira mais triste possível que sua esposa, nas horas de folga pratica aquilo que a maioria dos brasileiros condenam nos comunistas. E eu fico me perguntando: como assim? Eu sempre vou  me defender com flores contra quem me ataca com balas? Nem pensar em ser policial numa cidade fortificada e na hora de folga não ter uma arma para se defender. É suicídio completo.

E apesar de desaprovar o fato de que Katie escode de seus esposo, suas atividades de resistência, não tem não admirar  uma mulher que sabe lutar com as armas que forem necessárias. Principalmente armas de fogo. Muito bacana a parte em que ela mostra horrorizada para seu esposo, o livro que a babá deu a sua filha e que é doutrinação pura.



E no final da primeira temporada, o casal nem sabe das atividades igualmente ilegais e libertárias de seu filho adolescente. O qual descobre um jeito de sair da cidade sitiada.

E a cena que eu considero mais importante  de todos os episódios: quando Allan, que era patrão de Will e o mantinha no trabalho à base de chantagem, procura sua filha, a qual fugira dele e a obriga a aceitar um passe, que dará a ela uma chance de escapar quando o bloco deles for invadido por forças mais militares ainda do que as que já tem. E também entrega a Will um passe igual para que este tenha a chance de encontrar seu filho, o qual foi separado da família quando a invasão ocorreu. E as últimas cenas são seu filho Charlei fazendo de tudo para sobreviver em uma região que nem comida tem e Will entrando naquela região para resgatar seu filho.

Série nota 10. Todos os que são a favor de intervenção militar deveriam assistir.

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