PLANETA DOS MACACOS - A GUERRA



Este terceiro filme da nova saga dos macacos e o melhor dos três. Junto com uma história bem interessante é recheado de homenagens e referências tanto aos primeiros filmes, quanto à Bíblia. Obviamente que você necessita conhecer ambos para perceber estas referências.



Falemos inicialmente do ponto de vista de brincar de Deus. Que é o passatempo predileto do ser humano. O filme mostra algo que é o resultado direto da tentativa humana de superar o que Deus criou. Obviamente que o filme nos leva a simpatizar com Cesar e a sentir o mesmo ódio pelo seu inimigo sentido por ele, quando este assassina toda sua família. Entretanto, por nada no mundo eu gostaria de saber que um dia seremos dominados por macacos falantes.

Tanto Andy Serkis quanto Terry Notary, atores macacos desta trilogia, interpretaram o macaco King Kong. Andy no filme de Peter Jackson e Terry no filme Kong, a Ilha da Caveira.


O filme é um drama digno de Shakespeare e suas tragédias, principalmente Julio Cesar e Hamlet, com suas traições e assassinatos em família. Aparece inclusive o alívio cômico na figura do personagem Bad Ape. O vilão, ao contrário dos bandidos modernos que sempre têm um trauma familiar para justificar sua vilania, é apenas e tão somente um ser humano malvado. E quase possível ouvir a voz de Cornélius (Roddy MacDowall) lendo os rolos sagrados do primeiro filme, enquanto mostra o Coronel (Woody Harrelson): "cuidado com a besta humana, pois ele é o peão do demônio!"


"O único humano bom é um humano morto!"
Esta frase foi invertida para
"O único macaco bom é um macaco morto!"
Foi dai que surgiu também o famoso: "bandido bom é bandido morto!"


Em relação à Bíblia, o filme mostra Cesar como uma figura como Moisés e Jesus, os quais se sacrificaram para livrar seu povo da escravidão.  A morte dele próximo à terra prometida é uma clara referência ao fato de que Moisés não entrou em Canaã com seu povo. E a crucificação de Cesar é algo tão óbvio, que é necessário muita má vontade para não entender a referência. Ela é também uma referência à Zona Proibida, do primeiro filme, na qual os macacos não vão por puro pavor e na qual se vêm macacos crucificados. O deserto mencionado é uma clara alusão à citada Zona Proibida.


Outra referência Bíblia, emprestada de outro filme dos macacos é a expressão Alfa e Omega, símbolo dos soldados humanos e que está escrito em um vagão carregado de  gasolina e que é explodido por Cesar. Nele se pode ler: Alfa e Omega, o princípio e o fim. Embora o autor e o diretor do filme pense que é apenas uma alusão ao filme De Volta Ao Planeta Dos Macacos, no qual uma bomba atômica dá fim à terra. A expressão grega Alfa e Omega é retirada diretamente do livro de apocalipse: 

“Eu sou o Alfa e o Ômega”, diz o Senhor Deus, “o que é, o que era e o que há de vir, o Todo-poderoso.”

Cesar é obvio, encarna a figura do Servo Sofredor de Isaias 53, que se sacrifica pelo seu povo para livrá-lo de seus inimigos.



"Eu revelo o mais profundo do meu ser ao meu Deus." - De Volta Ao Planeta Dos Macacos 

Outras referências ao primeiro filme são a trilha sonora. Logo no início do filme eu tive a clara sensação de estar ouvindo a mesma trilha do filme de 1968.
Há também o fato de Maurice (Karin Konoval) dar à menina muda o nome de Nova(Linda Harrison), humana muda dos dois primeiros filmes.  Inclusive a voz que sai da boca de Maurice quando fala à menina que o nome dela é nova, é a voz de Chalton Heston (Taylor) no filme de 1968. Importante notar que apesar de Maurice ser interpretado por um atriz, ele é um macho no filme e seu nome é uma homenagem ao ator Maurice Evans que interpretou o orangotango Dr. Zaius no primeiro filme.


Por fim quero reforçar o perigo que a tão adorada ciência traz a este mundo. Noé foi avisado por Deus que este destruiria a terra. E uma das expressões bíblicas que mais refletem coisas como O Planeta dos Macacos foi dita pelo senhor Yeshua: "como foi nos dias de Noé, assim será a vinda do filho do homem!".
Estes dias de Noé era recheados de seres demoníacos, híbridos de humanos com animais e de destes com anjos. Os macacos da tela, principalmente Koba, é um alerta mais que verdadeiro de toda a adoração que o ser humano faz aos cientistas.


Só para terminar: Planeta dos Macacos foi originalmente uma história escrita pelo francês Pierre Boulle. As únicas coisas de todos os filmes feitos até hoje que são idênticos ao mesmo são: os nomes Zira, Cornelius, o fato de os macacos falarem e os humanos serem mudos,  e o final do filme de Tim Burton, quando o astronauta vivido por Mark Walberg volta à terra e ela está dominada por macacos. No livro o personagem Ulisses volta a Paris, onde é recebido pela macacada.

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